A saúde está cada dia mais complicada. Hoje, ficar doente é motivo de preocupação em todas as clas- ses sociais. No segmento de baixa renda é um deus nos acuda para conseguir uma consulta. No topo da pirâmide o quadro não é muito diferente. Seus titulares possuem planos de saúde, quer sejam empre- sariais ou individuais. Em qualquer um dos dois as queixas existem aos milhares. Não é à toa que os pla- nos de saúde lideram as listas dos órgãos de defesa do consumidor.
No caso dos idosos, aumentam os problemas. A máquina emperra a todo instante. Não importa se o titu- lar pagou o plano a vida inteira. As dúvidas e reclamações são enormes. De onde se conclui que envelhecer, neste país, é um grande problema. As operadoras de planos de saúde, ávidas por lucros, passam a falsa imagem de que estão preocupadas com sua saúde, quando na realidade, estão de olho apenas nas vendas. Nesse instante, prometem o céu aos clientes, mas não entregam. Por isso muitos torcem para não ficar doentes.
O órgão regulador disso tudo, chamado Agência Nacional de Saúde - ANS, tem sempre uma postura duvidosa. Torce contra os consumidores. Há alguns anos ela chancelou o grande apetite dos planos de saúde para que as pessoas físicas fizessem migrações despropositadas. A grita foi grande e eles recua- ram. Depois pretendiam fazer passar valores muito acima da inflação. Recuaram novamente. Tudo isso com a cumplicidade da tal ANS. Recentemente, reapareceram com um apetite enorme de cobrar a dife- rença dos percentuais discutidos em 2005. A boca era tão grande que toparam receber em 40 meses com descontos de quase 50% da dívida. A justiça foi lá e brecou esta nova mordida.
Sobra em tudo isso que adoecer é perigoso, quer seja para ser atendido pela rede pública ou por meio de planos de saúde. Tudo sob o olhar complacente do governo, que, ao invés de fiscalizar e exigir, fica per- mitindo que os planos deitem e rolem. Eles são mestres em pagar o mínimo minimorum às clinicas, mé- dicos e hospitais. Por isso recomendamos: leiam cuidadosa e atentamente seus contratos antes de ad- quiri-los para evitar transtornos futuros. As coberturas, carências e exclusões nos planos de saúde são itens muito mais importantes do que a preocupação com as redes de hospitais e outros prestadores credenciados. Tomem também precaução com relação aos reembolsos, porque variam por operadora e cate- goria do plano. Avaliem bem os contratos antes de assiná-los. Tão importante quanto ter um plano de sa- úde é saber dos seus direitos e quais seus limites. Caso contrário, junto com a necessidade podem surgir gastos relevantes, em caso de doenças graves ou emergências.
O AS cumpre seu papel de ser um agente transparente para todos, principalmente para os milhões de consumidores que são beneficiários de planos de saúde. A informação que você está lendo passa pelo crivo dos órgãos controladores da saúde. Este check-up nós fazemos. Para atender à oferta e a demanda.